quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Filosofia da existência - Heidegger, medo e angústia


Qual o sentido da vida? É difícil encontrar uma pessoa que, pelo menos uma vez, já não fez essa pergunta. Ela revela algo importante sobre nós, seres humanos. Primeiro, que temos consciência de estar vivos e de que vamos morrer algum dia. Segundo, que isso deve ter algum sentido, ou seja, um sentido propriamente humano.

Biologicamente, o sentido da vida é passar os genes para frente: vivemos enquanto indivíduos para garantir a continuidade da espécie como um todo. Mas esse sentido biológico não nos satisfaz. Imaginamos que possa haver algo além da satisfação de nossas necessidades vitais. Pois a satisfação das necessidades é um meio para nos mantermos vivos não a finalidade ou sentido da vida.

Como disse o filósofo Heráclito de Éfeso (540 - 470 a.C.) "se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer". Os bois vivem o momento, para eles não existe um passado nem um futuro, pois para ter passado e futuro é preciso haver um sentido.

A morte

Podemos igualmente viver como bois ou atribuir um sentido para existência. Isto é, pensá-la como um projeto, com uma parte por realizar que é condicionada pelo que já se fez e pelo nosso ser-no-mundo, nossa situação concreta. A dimensão do tempo só aparece quando percebo a minha finitude, que eu sou um ser-para-morte. Saber que se vai morrer é o que desperta a questão do sentido, pois se vamos morrer, que sentido tem estar vivo?

A morte pode despertar em nós dois sentimentos distintos: o medo e a angústia. O medo nos faz não pensar na morte, não nos enfrentarmos com o problema, adiá-lo, esquecê-lo. Mergulhamos em ocupações, em falações, até conversamos sobre a morte de outros, mas não da nossa.

Segundo o filósofo Martin Heidegger (1889-1976), o medo nos convida a viver na impropriedade, não atribuímos sentido, deixamos que os outros e as circunstâncias o atribuam, nos alienamos de nós mesmos, vivemos sempre correndo, com nossas agendas cheias de distrações que nos ocupam. Vivemos num sentido impróprio que não aponta em direção alguma, como uma finalidade sem fim.

A angústia

Por que nos esforçamos por ser belos, ter dinheiro, possuir coisas? Claro, tudo isso pode fazer sentido, mas como meio, não como fim em si mesmo. Na verdade, são na maioria dos casos "sentidos emprestados", na falta de um sentido que seja próprio.

Se o medo da morte me lança na impropriedade, a angústia produz o efeito contrário, ela abre a inospitalidade do mundo, para sensação de "ficar sem chão". A angústia me revela uma compreensão do meu morrer, que sou singular. Percebo que não posso escapar da convocação que a angústia me faz de viver na propriedade. Ou seja, a possibilidade de ser eu mesmo.

Meu próprio tempo

Sou um tempo que se esgota e só tenho essa existência para ser quem sou. Percebo que sou o meu próprio tempo, não o tempo dos relógios, sempre regular e homogêneo. Mas um tempo finito em que o presente só faz sentido em relação a um futuro, a um projetar-se que me revela como realizador de minha própria história, que realiza um sentido que eu mesmo escolhi como minha marca pessoal na história da humanidade.

Heidegger não estabelece um juízo de valor de que seria melhor viver na autenticidade do que na impropriedade. Ambas são possibilidades de ser. Em qualquer momento da vida posso passar de uma a outra e vice-versa. Posso eleger um dos sentidos já prontos ou construir o meu. A vida em si não tem sentido, somos nós que atribuímos um sentido para ela.

são Tomas de Aquino

São Tomás de Aquino, um dos mais influentes filósofos e teólogos medievais, desenvolveu o conceito de "lei natural" em sua obra monumental, a "Summa Theologiae". Para Aquino, a lei natural é a expressão da ordem moral inscrita na própria natureza, derivada da razão divina que governa o universo. Ela transcende as leis humanas e está presente em todos os seres racionais, guiando-os em direção ao bem comum e à virtude.

Esse conceito levanta questões fundamentais. Primeiramente, como podemos discernir a lei natural? Aquino argumenta que a razão humana é a chave para compreendê-la, mas como aplicamos a razão de forma universal e objetiva em questões éticas? Além disso, a lei natural parece implicar uma moralidade objetiva, mas como lidamos com a diversidade de crenças e valores culturais em um mundo pluralista?

Outra pergunta crucial é a relação entre a lei natural e as leis humanas. Aquino acreditava que as leis humanas deveriam estar em conformidade com a lei natural para serem justas. No entanto, como determinamos se uma lei específica atende a esse critério e, se não, qual deve ser a resposta moral diante de uma lei considerada injusta à luz da lei natural?

Essas questões destacam a riqueza e a complexidade do conceito de lei natural de São Tomás de Aquino, que continua a ser objeto de debates e reflexões filosóficas até os dias de hoje.

sábado, 15 de julho de 2023

Técnica Pomodoro, o segredo para nunca mais procrastinar nada na sua vida

Quem nunca passou por aquele momento em que, apesar de ter uma lista imensa de tarefas a serem realizadas, acaba se distraindo com qualquer coisa, deixando tudo para depois? Esse comportamento é comum e conhecido como procrastinação. Ela pode prejudicar seriamente a produtividade, seja no âmbito pessoal ou profissional. Mas o que fazer para combater a procrastinação? A resposta pode estar na técnica Pomodoro.

Conhecendo a Técnica Pomodoro

Criada pelo italiano Francesco Cirillo no final dos anos 1980, a Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo que visa aumentar a produtividade e a qualidade do trabalho, ao mesmo tempo que reduz o cansaço mental. O nome “Pomodoro” vem do temporizador de cozinha em formato de tomate que Cirillo usou durante os estudos na universidade

Como funciona a Técnica Pomodoro?

O método é simples e fácil de aplicar. Primeiramente, liste as tarefas que precisam ser realizadas. Em seguida, ajuste um cronômetro para 25 minutos — este é o seu “pomodoro”. Durante este tempo, dedique-se exclusivamente a uma única tarefa, evitando qualquer tipo de distração.

Ao fim dos 25 minutos, faça uma pausa de 5 minutos. Este é o tempo para descansar, alongar-se, tomar um copo de água ou fazer qualquer coisa que ajude a relaxar. Após quatro “pomodoros”, ou seja, 100 minutos de trabalho e 15 de descanso, tire uma pausa mais longa, entre 15 a 30 minutos. Este ciclo de trabalho e descanso é repetido até que todas as tarefas sejam concluídas.

Por que a Técnica Pomodoro é eficaz?

Motivação: É menos intimidador lidar com uma tarefa complexa se você dividi-la em várias etapas e souber que terá de lidar com cada uma por apenas 25 minutos.

Foco e concentração: A técnica Pomodoro encoraja a concentração total em uma única tarefa por um período de tempo limitado. Isso facilita a imersão no trabalho, permitindo uma maior produtividade e um menor número de erros.

Gestão do tempo: Com a técnica Pomodoro, você ganha consciência de quanto tempo realmente leva para realizar uma tarefa. Isso permite um planejamento mais preciso e eficaz.

Prevenção da fadiga: As pausas regulares asseguram que a mente se mantenha fresca e alerta. Isso reduz o cansaço mental e aumenta a motivação.

Como implementar a Técnica Pomodoro na sua rotina?

Incorporar a técnica Pomodoro na sua rotina diária é simples. Tudo que você precisa é um cronômetro e uma lista de tarefas. Existem até mesmo aplicativos para smartphones e extensões de navegadores web que podem ajudar a manter o controle dos “pomodoros”.

Ao começar, pode ser que encontre resistência em manter o foco durante os 25 minutos ou que se sinta tentado a pular as pausas. No entanto, com a prática, você verá que essa estrutura de trabalho promove a produtividade e combate a procrastinação.

Portanto, se você está procurando uma maneira eficaz de gerenciar seu tempo e nunca mais procrastinar, experimente a técnica Pomodoro. Ela pode ser a chave para melhorar a sua produtividade, reduzir o estresse e, finalmente, conquistar o controle do seu tempo.


quarta-feira, 26 de abril de 2023

Cientista atualiza tamanho dos países no mapa-múndi; veja resultado

A África é, na verdade, três vezes o tamanho da América do Norte e também significativamente maior que a Rússia
Foto: Neil R Kaye

Aquela imagem clássica do mapa-múndi que conhecemos e estamos acostumados a ver nas salas de aula pode ter sido um pouco exagerada. Isso é o que mostra uma avaliação do cientista de dados climáticos do Met Office, Neil Kaye, que criou uma representação bidimensional de como o mundo realmente se parece. 

A projeção de Mercator é a que normalmente se utiliza para mostrar um mapa pendurado em salas de aula e em livros didáticos e foi criada em 1596 para ajudar os marinheiros a navegar pelo mundo. No entanto, há uma distorção dos países da América do Norte.

Neil Kaye mostrou a diferença usando informações do Met Office no Ggplot, um pacote de visualização de dados para programação estatística. Depois, criou o mapa final usando uma projeção estereográfica, uma função de mapeamento que projeta uma esfera em um plano.

Cientista de dados "reajustou" o tamanho dos países
Foto: Neil R Kaye

Os resultados mostram uma África cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia, apesar de no mapa-múndi usual ambas apresentarem quase o mesmo tamanho.

Ou então, um mais próximos de nós: o Brasil é mais de cinco vezes maior que o Alasca, mas o Alasca é maior que o Brasil no mapas mais comuns.


Canadá, Rússia, Estados Unidos e a própria Groenlândia, por exemplo, são muito menores do que pensamos. As informações foram compartilhadas pelo Daily Mail.

Exagerado 

Canadá e Rússia parecem ocupar aproximadamente 25% da superfície da Terra em um mapa-múndi, quando na realidade ocupam apenas 5%. A Austrália não parece ser muito maior que o Alasca, embora seja o sexto maior país do mundo — o país é 4,5 vezes maior que o Alasca.

Kaye mostrou a diferença usando informações do Met Office no Ggplot, um pacote de visualização de dados para programação estatística. Depois, criou o mapa final usando uma projeção estereográfica, uma função de mapeamento que projeta uma esfera em um plano.


Ou então, um mais próximos de nós: o Brasil é mais de cinco vezes maior que o Alasca, mas o Alasca é maior que o Brasil no mapas mais comuns.


Fonte: Terra

terça-feira, 21 de março de 2023

Há algo no seu passado que tem mantém preso?




O homem tenta salvar seu pai — enquanto ignora a esposa e o filho que estão mais próximos do seu alcance.

Mas o que significa isso? Qual é a interpretação dos historiadores da arte sobre essa obra?

Cada elemento da pintura representa um aspecto da existência humana:

O pai representa o passado. A mãe representa a vida. O filho representa o futuro.

A pintura nos mostra um homem agarrado ao seu passado. Incapaz de dizer adeus, ele ignora (e desperdiça) sua vida e seu futuro.

Preste atenção a essa imagem… e reflita:

Existe algum aspecto do seu passado ao qual você está agarrado?

Será que isso está te impedindo de viver e construir seu futuro?

Será que esse passado não merece seu adeus?

Você só será capaz de construir uma nova versão de si mesmo quando aprender a se despedir de uma versão que já não faz mais sentido.

Essa é uma lição fundamental de autoconhecimento.

*A obra é chamada “The Great Flood”, e foi pintada pelo artista Joseph Desirée-Court em 1826.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

"O PAÍS ESTÁ AFUNDANDO"


O país não está afundando: o cérebro dos brasileiros é que já afundou - e nada irá salvá-los disso exceto cada um deles mesmo. 

Não obstante, não espere que um milagre de conscientização em massa desses ocorra nos próximos 250 anos.

A parte boa é que, se seu cérebro funciona, você irá nadar DE BRAÇADA até o fim de sua existência incrível (porque INEXISTE concorrência para sua disciplina e sua inteligência).

Simples assim.

Dr. Alessandro Loyola

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Copa: A decisão é tomada nos bastidores


Copa do mundo está chegando e já estão mexendo os pauzinhos nos bastidores, como sempre fizeram.

Os campeões são decididos nos bastidores, ou você acha mesmo que todos os resultados são justos?
As duas copas que a Argentina ganhou foram compradas(78 com a mala preta envolvendo os jogadores do Peru e 86 com aquele gol bizarro de mão do Maradona).

O próprio Brasil ganhou em 2002 com um monte de erros de arbitragem favorecendo a seleção brasileira.
Em 98 teve aquele caso “suspeito” do Ronaldo em que a França ganhou na final. Lembrando que a sede da copa foi na própria França 🤔

Em 2014 teve aquela “estranha” lesão do Neymar e logo depois o Brasil tomou aquele famoso 7 a 1 da Alemanha, em que os jogadores brasileiros nem pareciam estar em campo, apenas como figurantes.

Em 1966 a Inglaterra ganhou a copa com um gol em que a bola nem entrou, ficou em cima da linha e mesmo assim o gol foi validado. Lembrando que a sede dessa copa foi na Inglaterra.

Enfim, esses são só alguns casos que já nos mostram que os vencedores dessas competições importantes são decididos nos bastidores e não pelo 11 contra 11 das seleções.

Se em campeonatos de clubes já acontece roubo, imagina no nível de seleção e ainda de copa do mundo?

Esses campeonatos só servem para distrair as grandes massas enquanto os controladores operam no oculto.

Futebol é apenas uma massa de manobra para distrair o povo com entretenimento. A famosa política do pão e circo.

Os campeões são comprados e decididos nos bastidores e os próprios clubes, seleções, jogadores e arbitragens apenas aceitam essas ordens, pois não têm outra opção.

Isso significa que 100% dos jogos do futebol são comprados? Não, até porque ficaria mais do que escancarado a fraude no esporte. Porém, os campeões dos principais campeonatos são sim decididos fora de campo e isso depende muito do poder aquisitivo do clube ou da seleção.

Não é estranho que a variação dos campeões sempre costuma ser pequena?

Futebol é um dos meios que mais entretém as grandes massas para que as mesmas não foquem no real propósito aqui neste plano. Não à toa que em época de copa do mundo o país para, principalmente o Brasil, em que esse esporte é tão forte.

Fora a idolatria tão forte pelos clubes ou pela seleção por parte de muitos torcedores, o que é um pecado grave aos olhos da Bíblia.

E detalhe que hoje as casas de apostas esportivas estarem muito em alta, então imagina o tanto de dinheiro que é envolvido nesse meio? E há jogadores que já admitiram que essas casas influenciam diretamente em muitos resultados.

Foi te dada a ilusão de acreditar que os títulos são conquistados pelos méritos dos jogadores em campo, porém a real é que os títulos são decididos pelos méritos aquisitivos 💰 fora de campo.

Como dizia o Jorge Kajuru: Futebol é decidido 60% fora de campo.

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