quarta-feira, 25 de maio de 2022

Lista dos Países do Mundo - Por ordem alfabética


A
Afeganistão
Africa do Sul
Albânia
Alemanha
Andorra
Angola
Antígua e Barbuda 
Arábia Saudita
Argélia
Argentina
Armênia
Austrália
Áustria
Azerbaijão

B
Bahamas 
Bangladesh
Barbados
Barein 
Belarus 
Bélgica
Belize 
Benin 
Bolívia
Bósnia e Herzegovina 
Botswana
Brasil
Brunei
Bulgária 
Burkina Faso 
Burundi 
Butão

C
Cabo Verde 
Camarões
Camboja
Canadá 
Catar
Cazaquistão 
Chade
Chile 
China
Chipre
Cingapura
Colômbia
Comores
Congo 
Coréia do Norte
Coréia do Sul 
Costa do Marfim 
Costa Rica 
Croácia 
Cuba
Curaçao

D
Dinamarca
Djibuti 
Dominica 

E
Egito 
El Salvador
Emirados Árabes Unidos 
Equador 
Eritréia 
Eslováquia
Eslovênia 
Espanha 
Estados Unidos 
Estônia
Etiópia

F
Federação Russa 
Fiji
Filipinas 
Finlândia 
França

G
Gabão 
Gâmbia 
Gana 
Geórgia
Granada 
Grécia 
Guatemala 
Guiana
Guiné 
Guiné-Bissau 
Guiné-Equatorial

H
Haiti 
Holanda ? Países Baixos 
Honduras 
Hungria 

I
Iêmen 
Ilhas Marshall
Ilhas Salomão
Índia 
Indonésia 
Irã 
Iraque 
Irlanda 
Islândia 
Israel 
Itália 

J
Jamaica
Japão 
Jordânia

K
Kiribati 
Kuweit

L
Laos 
Lesoto 
Letônia 
Líbano 
Libéria 
Líbia 
Liechtenstein 
Lituânia 
Luxemburgo 

M
Macedônia
Madagáscar 
Malásia
Malauí
Maldivas 
Mali 
Malta 
Marrocos 
Maurício 
Mauritânia 
México
Micronésia
Moçambique 
Mianmar
Moldávia
Mônaco
Mongólia
Montenegro

N
Namíbia
Nauru 
Nepal 
Nicarágua 
Níger 
Nigéria 
Noruega 
Nova Zelândia

O
Omã

P
Palau 
Panamá 
Papua Nova Guiné 
Paquistão 
Paraguai
Peru
Polônia
Portugal 

Q
Quênia 
Quirguistão 

R
Reino Unido 
República Centro-Africana 
República Democrática do Congo 
República Dominicana 
República Tcheca 
Romênia 
Ruanda 

S
Samoa 
San Marino 
Santa Lúcia 
São Cristóvão e Névis
São Tomé e Príncipe 
São Vicente e Granadinas 
Senegal
Serra Leoa 
Sérvia 
Seicheles 
Síria 
Somália
Sri Lanka 
Suazilândia 
Sudão 
Sudão do Sul
Suécia 
Suíça 
Suriname

T
Tadjiquistão 
Tailândia 
Tanzânia 
Timor-Leste 
Togo 
Tonga 
Trinidad e Tobago 
Tunísia
Turquia
Turcomenistão 
Tuvalu

U
Ucrânia 
Uganda
Uruguai
Uzbequistão

V
Vanuatu
Venezuela
Vietnã

Z
Zâmbia 
Zimbábwe


quarta-feira, 11 de maio de 2022

De olho no vestibular: três pontos para entender o conflito entre Rússia e Ucrânia

 A crescente tensão entre Rússia e Ucrânia tem atraído a atenção de todo o mundo. Soldados russos estão posicionados na fronteira com a Ucrânia e o risco de uma invasão gerou preocupação por parte da comunidade internacional de uma possível guerra na Europa.

O assunto tem sido cobrados nas provas dos vestibulares nos últimos anos e para facilitar os estudos, destaco três pontos para para entender o conflito entre os dois países. 

O ponto de partida para entender o conflito está na composição étnica Ucrânia. Duas nações estão dentro de uma só — 2/3 da população fala ucraniano e está mais próxima da Europa e 1/3 fala russo e está sob influência de Moscou. Um exemplo é a região da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014.

Olhar para o passado ajuda a entender a crise atual. Ao longo dos séculos, a Rússia assumiu uma característica imperialista e expansionista. No período da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), o governo socialista anexou países e exerceu forte influência sobre outros do leste europeu formando um bloco.

Para manter a coesão desse bloco tão heterogêneo, o governo soviético tratou as questões nacionalistas com mão de ferro e lidou com as tensões de forma repressiva, Com o fim da URSS, os laços entre esses países se enfraqueceram e nações como a República Tcheca e a Polônia passaram a integrar a OTAN.

A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) surgiu como uma aliança militar entre Estados Unidos e Europa no período da Guerra Fria. A resposta do lado soviético foi a criação do Pacto de Varsóvia. Com a dissolução da URSS, o Pacto se desfez, mas a OTAN permanece.

 
Não apenas a OTAN permaneceu como cresceu e conta atualmente com países que antes pertenciam à URSS, o que gerou na Rússia a sensação de estar "cercada".

A crise com a Ucrânia começou em 2014, quando a liderança russa na região foi questionada e líderes pró-Ocidente assumiram o país. Em resposta, Putin, em uma ação militar, anexou a região da Crimeia.

A Ucrânia faz fronteira com a Rússia e integrar a OTAN siginificaria, na visão do governo de Vladimir Putin, ter as fronteiras russas ameaçadas, além do risco de Moscou perder sua hegemonia sobre o leste da Europa.

Por fim, devemos ficar atentos à questão energética na Europa. A Rússia exporta petróleo, carvão e gás, fontes de energia utilizadas pelos países europeus, o que coloca a Alemanha — dependente do gás russo — por exemplo, em uma situação desconfortável.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A Modernidade e as tensões entre a Ciência e a Religião



A Filosofia Moderna foi um movimento de busca pela autonomia da razão humana em relação à religião. Na Idade Media, a religião era a autoridade máxima, e, embora a ciência tenha surgido aí e o espírito inventivo e experimental tenha se beneficiado do otimismo cristão em relação ao mundo, toda forma de conhecimento natural estava sempre submetida à Igreja. A Filosofia, que se desenvolveu muitíssimo no período medieval, sobretudo com os escolásticos, era chamada de "serva da teologia", e se houvesse qualquer discordância entre a teologia e qualquer ramo das ciências naturais, já se sabia de antemão que o erro estava no lado dessas últimas.

A Idade Moderna buscará a independência do saber humano. Surgirá uma vida intelectual fora do ambiente das universidades medievais, que eram terrenos eclesiásticos, e se lutará pelo desenvolvimento sem limites da razão natural. As ciências medievais tinham um caráter sobretudo contemplativo, não instrumental. Agora, porém, as ciências visarão conhecer o mundo para que este possa ser manipulado em função do conforto humano. A ciência, por este motivo, se desenvolve intensamente e o espírito da época marca uma passagem de autoridade: se antes a referência dos mistérios do mundo era a Igreja, agora o cajado é passado à ciência. Para compreendermos essa passagem, basta perguntar: quem procuramos hoje quando estamos doentes? Um padre/pastor ou um médico? Com algumas exceções, a maioria, ainda que não descarte as orações, procura o médico e o seu saber científico.

Galileu Galilei representou bem esse movimento de passagem. Demonstrando, por meio de observações, que não era o sol que girava em torno da terra, mas o contrário, ele ajudou a estabelecer uma visão de mundo totalmente nova, fato que chamou a atenção da Igreja porque parecia que a contrariava. Acontecia, então, um dos primeiros atritos históricos entre a Ciência e as crenças estabelecidas ou inspiradas na religião. Não é que Galileu fosse ateu ou antirreligioso. Ele era um católico devoto e, como tal, acreditava na função sagrada da Igreja. Do que se tratava, então? Uma frase sua expressará o motivo da divergência: "A Sagrada Escritura diz como se vai ao Céu, e não como vai o céu". 

Dizendo isto, Galileu afirmava que o terreno atuado pela Igreja, o da Fé e o da Moral, era diferente do terreno da Ciência, que buscava dizer como o universo se comporta. A Religião não podia ter a pretensão, segundo ele, de fazer afirmações científicas, pois fugiria, assim, do seu campo original. 

Era então o período da Contra Reforma, um movimento católico de resposta à Reforma Protestante iniciada por Lutero. Grande parte da polêmica luterana se deveu justamente à interpretação das Escrituras. Agora, num momento de grande sensibilidade, Galileu aparece dando lições à Igreja de como a Sagrada Escritura deve ser lida. O conflito se acirrou e Galileu foi condenado pela Inquisição à prisão domiciliar e a abjurar as suas teses.

Essas tensões entre a religião e a ciência foram se repetindo no decorrer da história, às vezes assumindo a forma de um atrito entre ciência e ética. Até hoje, a ciência se vê restringida por ter de respeitar os limites morais vigentes. Não é parte da ciência dizer se algo é correto ou errado. Cabe à ética essa função. Por isso, a religião sempre se verá impedida de extrapolar certos limites. As armas nucleares são exemplos clássicos de como a ciência pode não somente contribuir para o desenvolvimento humano, mas também pode nos aproximar da barbárie. Outros pontos moralmente sensíveis tratados pela ciência são a questão da clonagem, da inseminação artificial, o discurso sobre o momento exato em que começa a vida, o uso de células tronco embrionárias, etc.

Esse movimento de confiança exacerbada na razão, que caracteriza a modernidade, culminará na experiência das duas guerras mundiais e numa reação, em seguida, exatamente oposta: a de desconfiança na razão e de desesperança na bondade humana

http://philosophia-ensinomedio.blogspot.com/2020/04/a-modernidade-e-as-tensoes-entre.html?m=1

terça-feira, 29 de junho de 2021

O que é um astrolábio?

    Desenvolvido pelo matemático grego Hiparco na Grécia Antiga, o astrolábio é um instrumento utilizado para calcular a posição dos astros a partir de princípios geométricos.

Além da posição dos astros, o astrolábio era utilizado para calcular a altitude de objetos, a profundidade de poços e também para precisar as horas e as localizações geográficas.

A partir do século XV o astrolábio tornou-se um importante instrumento de navegação. Com ele, era possível determinar a latitude das embarcações e as direções em que deveriam navegar.

A palavra astrolábio deriva das palavras gregas “astron”, que significa estrela e “lambanein”, que significa pegar.

 


A origem do astrolábio

O primeiro astrolábio foi criado pelo matemático, astrônomo e geógrafo grego Hiparco de Nicéia (180 - 120 a.C) durante o período helenístico da Grécia Antiga.

Importante estudioso da matemática, Hiparco foi um dos criadores da trigonometria e foi quem descobriu a precessão dos equinócios e a possibilidade de dividir um círculo em 360°.

Baseado em diversas teorias matemáticas, Hiparco desenvolveu esse complexo instrumento que podia fazer cálculos semelhantes a um computador analógico.

A criação do astrolábio foi possibilitada pela descrição da projeção estereográfica por Hiparco. Essa projeção é um método que permite a transcrição de 3 coordenadas para um plano bidimensional.

A partir do século VIII, o astrolábio começou a ser utilizado no mundo islâmico e foi descoberto a partir da tradução de materiais escritos pelos gregos.

Os árabes utilizavam o astrolábio para navegações e também para determinar os horários das orações e a localização de Meca, direção para a qual devem se voltar quando rezam.

O árabes levaram o astrolábio para a Europa, onde o instrumento foi simplificado e aperfeiçoado com o objetivo de guiar as embarcações que saiam em busca de novas terras.

Esse novo astrolábio ficou conhecido como astrolábio náutico e foi desenvolvido pelo astrônomo Abraão Zacuto, em Portugal.

Diferente dos antigos astrolábios, que faziam diversos cálculos, esse novo instrumento tinha como único propósito determinar as localizações geográficas.

Esse instrumento contribui para a descoberta do caminho das índias e para a chegada dos portugueses ao Brasil.

 

Astrolábio náutico.

Para que serve o astrolábio?

O astrolábio utiliza o posicionamento dos astros no céu e princípios da trigonometria aplicada para fazer diversos cálculos. Entre as funções de um astrolábio, estão:

  • Precisar o posicionamento dos planetas e das estrelas;
  • Medir a altura de montanhas, edifícios ou a profundidade de poços;
  • Determinar as horas do dia e as estações do ano;
  • Determinar o posicionamento geográfico das embarcações.

Importância do astrolábio para a história da navegação

A expansão marítima se inicia no século XV com os ibéricos. Naquele momento, os únicos pontos de referência para os navegadores eram os astros, que eram utilizados como estrelas-guia.

O Sol, a Estrela Polar e o Cruzeiro do Sul, por exemplo, costumavam ser pontos importantes para a determinação de localizações geográficas em alto mar.

A medida que a navegação se desenvolve, são criados instrumentos e técnicas matemáticas e astronômicas para a localização das embarcações, definição de rotas e descoberta de novas terras.

O astrolábio, que foi levado à Europa pelos árabes, tornou-se uma importante ferramenta para as embarcações, pois permitia o cálculo das localizações a partir grausdas estrelas e dos planetas.

Além dos astrolábios, os navegadores utilizavam bússolas, balhestilhas, compassos, tabelas de declinação do sol e estudavam matemática e astronomia.

Como funciona o astrolábio?

 

O astrolábio é feito em uma placa circular de metal onde estão sobrepostas várias lâminas circulares com diversas graduações, como por exemplo, horas do dia, graus, meses do ano e signos do zodíaco.

O astrolábio náutico é muito similar aos primeiros astrolábios, mas sua estrutura é mais simples e costuma ter recortes no interior da placa de metal.

No meio de sua estrutura está um ponteiro (mediclina) vinculado às placas circulares e na parte superior uma alça para que o astrolábio possa ser segurado de maneira suspensa.

Para utilizar o astrolábio, o observador aponta a régua central para o astro utilizado como referência e em seguida observa as graduações do instrumento.

A partir dessa observação e com base nos conhecimento de astronomia, os navegadores poderiam precisar sua localização em alto mar e fazer o cálculo das rotas.

 

Fonte: O que é

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Respostas turma 2006

1 - URBANIZAÇÃO: É UM PROCESSO DE AGRUPAMENTO DAS CARACTERÍSTICAS RURAIS DE UMA LOCALIDADE OU REGIÃO, PARA CARACTERÍSTICAS URBANAS. USUALMENTE, ESSE FENÔMENO ESTÁ ASSOCIADO AO DESENVOLVIMENTO DA CIVILIZAÇÃO E DA TECNOLOGIA.
2 - Uma região metropolitana é uma área formada por vários municípios que apresentam uma estrutura ou aglomeração urbana interligada entre si ou em torno de uma cidade principal, geralmente uma metrópole.
3 -  Entende-se por conurbação quando duas ou mais cidades se “encontram” e formam um mesmo espaço geográfico. Isso ocorre quando o crescimento dessas cidades é elevado e as suas respectivas malhas urbanas integram-se, tornando-se um único meio urbano

4 - Uma megalópole é normalmente definida como uma extensa região urbanizada, constituída por várias metrópoles e regiões metropolitanas conurbadas.

5 - O processo de urbanização no Brasil teve início no século XX, a partir do processo de industrialização, que funcionou como um dos principais fatores para o deslocamento da população da área rural em direção a área urbana.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Eratóstenes provou a esfericidade da Terra antes de Cristo nascer

 Eratóstenes foi matemático, bibliotecário e astrônomo. Praticamente não havia assunto pelo qual não se interessasse. Filosofia, história, geografia, gramática, poesia. Seu lugar preferido eram as bibliotecas de Alexandria, onde passava horas a fio a ler sobre tudo e todos.

 La web de Física - Tira cómica

 E em uma dessas tardes dedicadas à leitura, Eratóstenes encontrou em um rolo de papiro, que era o papel da Antiguidade, a informação de que na cidade de Syene, no Egito, ao meio-dia do solstício de verão, ou seja, o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte, o sol estava a pino, pois iluminava as águas profundas de um poço, sem fazer sombra. Eratóstenes se deu conta de que, no mesmo dia e horário, vinte um de junho, ao meio-dia, as colunas verticais de Alexandria projetavam sombra. E foi assim que Eratóstenes descobriu que a Terra era redonda.

Eratóstenes pensou que se o mundo fosse plano como uma mesa, então as sombras das varetas teriam de ser iguais. E se isto não acontecia é porque a Terra deveria ser curva. Ele percebeu que, quanto mais curva fosse a superfície da Terra, maior seria a diferença do comprimento da sombra, em Alexandria. E com o auxílio da geometria, mediu com engenho e relativa precisão a circunferência da Terra.

Eratóstenes aguardou pacientemente o dia vinte e um de junho do ano seguinte, e pediu que se instalasse uma grande estaca de madeira em Alexandria e outra em Syene. Quando deu meio-dia, o horário em que o Sol estava a pino em Syene, a estaca fincada lá fez um ângulo de noventa graus com a superfície da Terra, como esperado, e não produziu sombra.

Já a sombra da estaca de Alexandria produziu um ângulo, que vamos chamar de A, de cerca de sete graus. Se as varetas estão na vertical, dá pra imaginar que, se fossem longas o bastante, iriam se encontrar no centro da Terra, criando o ângulo B, que terá o mesmo valor que A, pois o desenho se reduz à uma geometria muito simples. Se duas retas paralelas interceptam uma transversal, então os ângulos correspondentes são iguais. As retas paralelas são os raios de sol, e a reta transversal é a que passa pelo centro da Terra e pela vareta em Alexandria. Se o ângulo A é igual ao ângulo B, e mede sete graus, isso corresponde à aproximadamente um cinquenta avos da circunferência. Logo, o arco formado pelo ângulo B, que é a distância entre Syene e Alexandria, corresponde, também, a um cinquenta avos da circunferência. Eratóstenes concluiu que o comprimento da Terra deveria ser cinquenta vezes a distância entre as duas cidades.

Eratóstenes era um atleta, e aproveitando seu bom condicionamento físico, reuniu um grupo que se dispôs a percorrer a pé e em linha reta o caminho de Alexandria à Syene. O grupo percorreu aclives, declives, desertos, e até atravessou o Rio Nilo. A distância medida foi de oitocentos quilômetros. Multiplicando oitocentos por cinquenta, ele concluiu que a circunferência da Terra seria de, aproximadamente, quarenta mil quilômetros. Eratóstenes bateu na trave. O valor aceito atualmente é de quarenta mil e setenta e cinco quilômetros ao longo da linha do Equador. Mas, é justo lembrar que, para fazer esse experimento, ele usou a geometria de Euclides, outro famoso matemático grego da época.

Eratóstenes juntou a matemática a outras ciências, como, por exemplo, a geografia. Foi ele quem dividiu o globo terrestre em paralelos e meridianos, sistema que continua em uso até hoje. Ele ainda mostrou que era possível chegar à Índia partindo da Espanha, e ainda sugeriu a existência de terras habitadas no ocidente, conforme Colombo provaria mil e setecentos anos depois, quando chegou à América.

Assim como Arquimedes, Eratóstenes morreu devido à sua paixão pelo saber. Consta que, ao ficar cego, e não poder mais praticar seus estudos, ele teria caído em depressão, e morrido devido a uma greve de fome.

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